Campina Grande e seu sesquicentenário

JOSEMIR CAMILO

Em 11 de outubro de 2014, Campina Grande estará completando 150 anos de sua elevação à categoria de cidade. Sua história, no entanto, remonta a 1790, quando foi erigida como vila e ganhou seu pelourinho. A partir daí, a Vila Nova da Rainha foi comandada pela Câmara de Vereadores (instituição que, este ano, completa 224 anos), pois não existia o cargo de prefeito.

Mesmo com a elevação a cidade, em 1864, o sistema político de administração municipal continuou. Veio a República e a Câmara mudou para Conselho de Intendência, mantendo o mesmo papel. O cargo de prefeito foi criado, em 1895, mas revogado em 1900. Voltando a ser criado em 1904. Esta é uma das tantas peripécias por que a História campinense tem passado e que, agora, através de uma equipe de historiadores e memorialistas da cidade, nesses fascículos veiculados pelo Jornal da Paraíba, tenta-se dar uma nova versão ao passado dos índios, tropeiros e agricultores, comerciantes, políticos e gente da indústria que fizeram essa terra.

O primeiro fascículo Campina Grande, a cidade e seus prefeitos, apresenta uma cronologia contextualizada dos gestores republicanos de Campina Grande (José Edmilson Rodrigues e Josemir Camilo de Melo).

O segundo fascículo, Campina Grande, a cidade e seus primórdios, aborda os séculos dezessete e dezoito, quando da formação territorial e social de nossa gente, através dos grupos étnicos, não só de suas culturas, mas dos conflitos e estranhamento com a chegada do homem branco.

O terceiro fascículo, Campina Grande oitocentista, se refere a diversos aspectos históricos, políticos e culturais, a partir do lento crescimento da Vila Nova da Rainha e seus acondicionamentos e rebeldias diante do novo quadro de nacionalidade, mantendo-se as mesmas estruturas de Poder e de administração através da Câmara de Vereadores.

O quarto fascículo, Campina Grande, algodão e linha férrea, aborda a atividade material da sociedade campinense em torno da pecuária, da agricultura de subsistência, a farinha de mandioca, mas, e principalmente, através do algodão, tanto pelo lado da riqueza produzida pelas e para as elites, como também enfoca o papel e a situação histórica daqueles que trabalhavam no algodão.

O algodão que fez a passagem da Vila em cidade e, essa se tornando em um dos maiores polos comerciais, graças à ligação ferroviária com os portos das capitais paraibana e pernambucana.
O quinto fascículo, Educação, indústria, ciência e tecnologia, aborda a industrialização, a criação do Sistema S, Embrapa, FIEP, e da Politécnica e FURNE às universidades.

O sexto fascículo, Campina Grande, história e patrimônio cultural, trata da riqueza da diversidade material, (edificações e monumentos simbólicos, preservação e educação patrimonial), imaterial (saberes, fazeres, celebrações, festas populares, poesia popular, cordel, música, teatro, festival de inverno, festas populares, Maior São João do Mundo, vaquejada), e da paisagem natural.

O sétimo fascículo, Campina Grande, tempo presente, mostra as instituições da cidade, através de entrevistas e depoimentos de seus dirigentes como prefeitura, FIEP, Associação Comercial, CDL, Instituto Histórico, Academia de Letras, instituições superiores de ensino, bem como atividades culturais; avanços na saúde, educação, economia e planejamento urbano.
Homenagem justa à cidade, no seu sesquicentenário.

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